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sábado, 2 de outubro de 2010

Cadela Faith sem patas dianteiras ajuda soldados americanos feridos

Essa notícia foi divulgada pelo Terra em 17/09/2010, mas eu não podia deixar de colocá-la aqui, pelo exemplo maravilhoso dessa cadela.

A cachorra Faith, 8 anos, é uma vira-lata mistura das raças chow chow e labrador que se tornou bastante famosa. Após algumas aparições no programa “The Oprah Winfrey Show”, Faith, que mesmo não possuindo as duas patas dianteiras se locomove usando as patas traseiras, está agora em turnê visitando soldados com deficiências físicas causadas por ferimentos de guerra no Afeganistão e Iraque, ajudando a levantar seus espíritos e servindo de inspiração.

Faith nasceu com uma deficiência física e, de acordo com a revista Foreign Policy, venceu obstáculos para sobreviver e conseguir andar novamente. Tudo isso com a ajuda da sua tutora, Jude Stringfellow. A mãe rejeitou Faith quando ela nasceu e a família Stringfellow a adotou e a levou para casa, onde começaram o árduo processo de ensiná-la a andar ereta sobre duas pernas.

Primeiro eles tiveram que colocá-la em uma prancha de surf na água, para que ela pudesse ter uma ideia de equilíbrio. Depois usaram o que parece ser um método antigo e confiável para persuadí-la a ficar em pé: oferecer manteiga de amendoim em uma colher.
E ela obteve sucesso. Com uma marcha alegre e saltitante, Faith caminha em linha reta, sempre abanando o rabo. Stringfellow diz que os quadris, músculos e articulações de Faith têm crescido e se adaptado às suas necessidades como um cão de apenas duas pernas.

A viagem mais recente de Faith foi inspirada na própria experiência do filho mais velho dos Stringfellow no Iraque. Ele levou a cadelinha para visitar as tropas na Inglaterra. Uma das enfermeiras do Exército comprova o poder que a presença de Faith tem nos soldados: “Ela anda por aí latindo, rindo e animada por vê-los. Muitos chegam a chorar, apontando para ela com surpresa. Para aqueles que perderam amigos ou mesmo membros, pode haver silêncio. Alguns vêm apertar minha mão e me agradecer, alguns dão tapinhas em sua cabeça. Existe muito silêncio e emoção realmente profunda.”

Também foi relatado que Faith recebeu o título de sargento honorário do Exército americano.

Cerca de 20 pinguins são liberados de centro de reabilitação


Cerca de 20 pinguins africanos foram liberados para o mar hoje (2) no processo de reabilitação da Fundação de Conservação de Aves da Costa (SANCCOB). Os carismáticos animais, que haviam sido recolhidos por causa da poluição na costa, foram soltos em praia da Cidade do Cabo, na África do Sul.
Os animais foram recuperados de uma maré negra na Cidade do Cabo. De acordo com cientistas, o números de pinguins  está diminuindo drasticamente.  O pinguim africano foi declarado em risco de extinção pela União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN).

Fonte da informação: ANDA

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Pássaros de espécies diferentes formam casal e têm filhote no Pará

 Um "caso de amor" entre duas aves de espécies diferentes teve um desdobramento inusitado no Museu Paraense Emílio Goeldi, importante centro de pesquisa sediado em Belém. A ararinha-maracanã (Ara nobilis) conhecida como Ligeirinho conseguiu passar pela tela de seu viveiro e se juntou à ararajuba (Guaruba guarouba) Lola, que habitava o recinto vizinho.
Ameaçada de extinção, a ararajuba vive na floresta tropical e tem uma exuberante plumagem amarela com detalhes verdes, o que a faz ser considerada uma ave-símbolo do Brasil.
Os psitacídeos, família a que ambas espécies pertencem, têm por hábito formar casais fiéis pela vida inteira. Lola e Ligeirinho não só formaram um casal incomum, já que na natureza dificilmente se interessariam por aves de outras espécies, segundo avalia o veterinário do Museu Goeldi Messias Costa, como já tiveram um filhote.
- Pela características anatômicas (do filhote), podemos afirmar que se trata de um híbrido - comenta Costa, que nunca viu um caso semelhante em sua carreira.
- Será interessante fazer uma análise genética - acrescenta. Em seguida, o veterinário, ao ser questionado pela reportagem do Globo Amazônia sobre o nome do pássaro de apenas 2 meses, batiza:
- Vai se chamar Bandeirinha.

domingo, 12 de setembro de 2010

Encontrada espécie de pica-pau considerada extinta

Uma espécie de pica-pau considerada extinta foi encontrada por pesquisadores da Universidade Federal do Tocantins (UFT). De cabeça marrom-avermelhada e corpo amarelo claro, o pica-pau do Parnaíba não era visto há mais de 80 anos, e foi redescoberto na Área de Proteção da Ilha do Bananal.
Depois de descoberta, em 1926, a espécie nunca mais havia sido encontrada. Agora, uma fêmea foi capturada por acaso no nordeste do Tocantins, e novos registros sobre a existência da ave foram feitos em pelo menos sete municípios de diferentes regiões do estado.
“Os cerrados com bambu são os ambientes preferenciais deles. Como esse tipo de vegetação se encontra extremamente escassa na natureza, faz com que seja um ambiente difícil de ser encontrado. Por ser difícil de ser encontrado, tem que ser protegido”, explica Renato Torres, biólogo da UFT.
A previsão dos pesquisadores é daqui a dois anos saber exatamente onde e como vive a espécie celeus obrieni, como é chamada cientificamente. Com essas informações, os biólogos querem tentar retirar o animal da lista dos ameaçados de extinção. 
Tráfico de animais
Enquanto o clima é de festa no Tocantins, no Mato Grosso do Sul o tráfico de animais preocupa a Polícia Ambiental e os produtores rurais. No município de Jateí, a presença dos criminosos é notada pelos ninhos vazios e os troncos de madeira rachados.

“Principalmente na parte da tarde, eles marcam o local do ninho e vem à noite tirar”, Pedro Donizete Barbosa, administrador de uma fazenda na região.

Nos esquemas anteriores descobertos pela polícia, os traficantes esperavam o período de incubação dos pássaros que varia entre 24 e 28 dias e só depois do nascimento retiraram os filhotes. Agora, para vencer a fiscalização, eles resolveram antecipar a retirada e levam os próprios ovos.

“Eles levam pra suas casas e colocam em outros animais para fazer a chocagem para fazer a venda”, disse Ismael Frais, sargento da Polícia Ambiental.

Os papagaios encontram nas fazendas voltadas a pecuária no sul do Estado o ambiente adequado para a reprodução. Eles fazem os ninhos nos ocos das árvores que restaram nos pastos. Alguns estão em pontos baixos, o que facilita a ação dos traficantes.

“Fazem a coleta nesses locais e encaminham para as cidades próximas para, posteriormente, também serem encaminhados para São Paulo e para fora do país”, falou Renato Garnês, capitão da Polícia Ambiental.

Em uma fazenda em Ivinhema, apenas os ovos que estavam em árvores próximas à sede não foram levados porque seu o administrador do local fez questão de vigiar. Em um dos ninhos, o filhote nasceu e já está quase pronto para voar. No outro, estão mais três papagaios que não correm risco.

“Como a minha vida inteira é ligada ao campo, pra mim é prazeroso. Sabendo que hoje muitas espécies estão sendo extintas, você conseguir fazer um pouquinho já está bom", afirma Luiz Guimarães, que cuida da fazenda.

De acordo com a Polícia Ambiental de Mato Grosso do Sul, de cada dez filhotes comercializados ilegalmente, apenas um sobrevive.

sábado, 4 de setembro de 2010

Pássaros enxergam cascas de ovo em cores diferentes

Uma questão que intriga a zoologia há muito diz respeito à visão dos animais. Afinal, como será que cada espécie do planeta Terra enxerga o mundo ao seu redor? Cientistas da Universidade de Birmingham, Inglaterra, parecem ter algumas respostas quanto às aves. Eles sugerem que os pássaros vêem o mundo de uma forma mais colorida do que nós. Ao contrário dos seres humanos, as aves podem ver a luz ultravioleta (UV), e possuem quatro receptores de cor em seus olhos (nós possuímos apenas três), permitindo-lhes uma melhor distinção entre cada tom.
Assim, uma faixa de cor ultravioleta, que nossos olhos não conseguem distinguir, são emitidas pelas cascas de ovos. Assim, embora o ser humano enxergue a maioria dos ovos inteiramente na cor branca, eles têm manchas de cores diferentes, que não são assim por acaso: ajudam as mães, por exemplo, a identificar com facilidade quais são os seus próprios ovos, já que tais manchas e colorações variam de uma espécie de pássaro para outra.
Os pesquisadores ingleses mediram o comprimento de onda da luz refletida por 2.190 ovos de 251 espécies diferentes de aves. Um dado surpreendente: a maior parte da variabilidade entre a cor dos ovos ainda está no espectro visível pelos humanos. Mas as diferenças mais importantes, que caracterizam cada ovo, ocorreram no curto comprimento de onda ultravioleta. Estudos anteriores mostram que a cor de um ovo é primordial para a distinção. Cientistas pintaram um ovo do pássaro toutinegra-de-barrete-preto (Sylvia atricapilla), que estava a poucos dias de chocar, e descobriram algo chocante (perdão pelo trocadilho): a mãe, confundida, rejeitou o tal ovo.

Fonte: Aves e Notícias

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

PMA começa operação preventiva contra Tráfico de Aves Silvestres

Qua, 18 de Agosto de 2010

          Com o objetivo de prevenir os crimes de tráfico de animais silvestres, a Policia Militar Ambiental (PMA) começa nesta semana a operação tráfico de papagaios. Em Mato Grosso do Sul, os problemas relacionados ao tráfico de animais têm sido relacionados, quase que exclusivamente, ao papagaio. Em 2009 foram 194 espécies apreendidas. A operação pretende evitar que estes animais sejam retirados do seu habitat.
           Segundo dados da PMA, em 2006 houve apreensão de 300 papagaios no Estado de São Paulo, animais que teriam saído de Mato Grosso do Sul e em 2008 houve apreensão de 234 papagaios, também no Estado de São Paulo, de animais saídos do Estado. A operação foi antecipada devido ao início da reprodução dos psitacídeos (papagaios, periquitos, maritacas, maracanãs), que começa em setembro e normalmente se estende até o mês de dezembro. A PMA empregará todo seu efetivo possível, de 352 homens, nos trabalhos preventivos, que serão, em especial, executados nas propriedades rurais durante este período reprodutivo.
           A prioridade da fiscalização preventiva será na região onde todos os anos os problemas têm ocorrido: Ivinhema, Nova Andradina, Anaurilândia, Bataguassu, Novo Horizonte do Sul. Porém, outras com menos incidência deste tipo de crime também terão a fiscalização intensificada, como: Mundo Novo, Iguatemi, Itaquiraí e outros municípios próximos à divisa com o Estado do Paraná. Até hoje não houve nenhuma apreensão de papagaios saídos do Pantanal.
          Todas as subunidades da PMA responsáveis pela fiscalização desses municípios receberão reforço de policiais nos trabalhos preventivos. Um outro tipo de tráfico a que a PMA está atenta está relacionado  a entrada no Brasil de canários vindos do Peru e da Bolívia. Neste mês a Polícia Federal apreendeu 500 desses canários em Corumbá, porém, a primeira apreensão foi realizada pela PMA no ano de 2001. A entrada deste animal no Brasil envolve riscos para o nosso canário-da-terra, caso ele seja solto na natureza e comece a se reproduzir. A PMA tem notícias de que ele já está sendo cruzado em cativeiro com o canário-da-terra, para ser utilizado em rinhas.
          Apesar de ser um caso de tráfico internacional a entrada deste animal no Brasil, a lei de crimes ambientais prescreve, em seu artigo 31, como introduzir espécimes animais no País sem parecer e autorização do órgão ambiental competente, com uma pena de apenas três meses a um ano de detenção.

Fonte: Aves & Notícias

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Você Sabia?

Sul do Peru é grande santuário de pássaros

No gigantesco Parque Nacional de Manu, revoadas colorem e movimentam o céu peruano. O território peruano é a materialização dos sonhos de qualquer observador de pássaros. O país é dono de uma das maiores biodiversidades de aves, que se espalham por toda sua extensão.

Das três regiões turísticas do Peru - Norte, Centro e Sul -, esta última promete maior qualidade para a prática do esporte. O motivo é simples: só o Parque Nacional de Manu abriga cerca de 925 espécies.

O ecossistema de transição entre a cordilheira dos Andes e a selva amazônica, que se alastra por altitudes que vão de quatro mil metros até 250, serve de morada para aves raras, como a águia harpia, o jaburu e o galo-das-rochas.

A riqueza natural de Manu foi declarada Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade em 1983 e, desde então, cada vez mais pessoas querem ver acontecer diante de seus olhos as interações entre as diversas formas de vida que dividem espaço por lá.



Fonte: por Camilla Veras , UOL - Grupo Viagem

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Filhote de arara ameaçada de extinção nasce na Espanha

Um filhote de plumagem azul brilhante que aprende timidamente a comer é a quinta arara Spix a nascer na Espanha, uma vitória ambiental para esta ave extinta em seu habitat natural, a caatinga brasileira, da qual só existem 73 exemplares no mundo. Nascida em março, a ave pertence ao governo do Brasil que encomendou há 20 anos à ONG Loro Parque Fundación o projeto específico de recuperação da arara de Spix, no qual o centro radicado na ilha espanhola de Tenerife investiu mais de US$ 720 mil. Como resultado, já conta com oito exemplares.

Rafael Zamora, biólogo do Departamento de Conservação do centro, explicou que a Loro Parque Fundación é a maior reserva genética do mundo de psitácideos (papagaios, araras, periquitos, cacatuas, papagaios e periquitos), com um criadouro único com mais de 4,1 mil aves. Por ano, no centro nascem 1,5 mil pássaros. Para o biólogo, o mais importante é que o centro representa um marco à reprodução de espécies extintas no ambiente natural.

É o caso da arara Spix, também conhecida como ararinha azul, extinta desde 2000 na caatinga brasileira, uma floresta primitiva de clima árido. Nessa região vivia esta arara de voz especial e de tom azul único na natureza, de aparência frágil e delicada e que, quando adulta - pode viver até 50 anos.

Curiosamente, o último exemplar em liberdade desapareceu pouco tempo após ser descoberta a espécie, devido às capturas.  Foi então que o governo brasileiro encomendou a Loro Parque Fundación a recuperação da espécie, pois o centro tinha tido sucesso na reprodução de outras aves e em seu país de origem havia casais em cativeiro que não conseguiam se reproduzir.

O Brasil realizou a troca de exemplares na ilha, também em cativeiro, e há 14 anos nasceu a primeira arara Spix em Tenerife, uma fêmea que agora é a mãe do filhote.  O biólogo afirma que Tenerife é o local perfeito para estas aves pelo clima ameno e porque reproduz as mesmas condições do habitat natural, com uma dieta adequada e inclusive mais rica que em liberdade, pois oferecem as aves maior variedade de sementes e outros nutrientes.

28 de julho de 2010 - Fonte: Web

domingo, 15 de agosto de 2010

Pássaros levam descarga elétrica 'namorando' em fio na Bahia

Pássaros receberam uma descarga elétrica enquanto namoravam em Salvador, na Bahia. Eles sofreram queimaduras graves e ficaram com manchas e ferimentos nos olhos e principalmente nas asas. Mas, ainda que de forma tímida, os pequenos pássaros da espécie 'jandaia verdadeira' já voltaram a cantar.
Os animais foram queimados quando circulavam, no domingo, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. Eles andavam sobre fios de energia elétrica, o que é comum no local, quando foram atingidos por faíscas e receberam um choque elétrico forte. Por sorte, algumas pessoas pararam para prestar socorro.
- Eu estava passando e ouvi um barulho muito alto. De repente, eu olho pra trás e tinha um monte de pássaros caindo no chão. Eles estavam se debatendo muito, as asas se esfarelando - conta o analista de marketing Maycon, que ajudou a socorrer as aves.
Ele levou os animais até uma clínica para animais, onde foram atendidos por outro voluntário, o médico veterinário Fernando Oliveira (Diagnovet*).
- Chegaram quatro com as penas todas queimadas. Um parecia ser um filhote e três adultos. Esse filhote, com dois dias, morreu. Os outros eu fui tentando salvar, forçando alimentação no bico e eles estão até agora recuperando. Agora é a parte pior, porque eles estão se acostumando com comida fácil e água fácil. Então, eles podem esquecer isso da forma natural e não querer mais e quando soltar, eles não resistirem e virem a óbito. Temos que adaptá-los ao meio naturalmente - disse o veterinário.
A causa do acidente pode ter sido uma pequena troca de 'afagos' entre as jandaias.
- Os periquitos, jandaias, papagaios se comunicam e usam muito o bico. Provavelmente, o macho pousou em um fio, a fêmea em outro, eles trocaram beijos, carícias e aí fechou a corrente - explica o veterinário.


*Diagnovet Clínica Veterinária 
Rua Osvaldo Cruz, 432 - Rio Vermelho
CEP. 41940-000 Salvador - Tel.: (71) 3345-6041


Aves e Notícias - Ter, 10 de Agosto de 2010